Como 'destravar' sua força de vontade


Como 'destravar' sua força de vontade

Nada como uma boa confissão, pra tentar livrar-se do peso de algo ruim guardado dentro de si. 

Eu cresci numa família católica. E uma das bases, aparentemente, de muitas vertentes do cristianismo é a confissão para remissão dos pecados. Pra quem não conhece o ritual do confiteor ("eu confesso", em latim), eu explico: 

Basicamente, trata-se de um momento de oração reflexiva. Ao invés de somente repetir uma reza tradicional, decorada, a igreja incute o fiel a meditar sobre seus próprios erros e falhas e, ao final disso, aí sim, repetir um texto tradicional que, em resumo, traz a culpa dos seus pecados para si mesmo. A expressão usada em latim, aliás, saiu da religião e hoje é usada pra várias coisas, e você já deve ter ouvido em algum lugar: "mea culpa". 

Não, não quer dizer MEIA culpa, como muitos usam por aí. "Fazer um mea culpa" é justamente admitir a culpa INTEIRA.

Aliás, na oração original, em latim, os fiéis batiam três vezes no peito, repetindo: 

mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa
(minha culpa, minha culpa, culpa toda minha) 

Segundo o cristianismo, somente o arrependimento pode trazer a evolução do espírito e a aproximação com a divindade. E para se arrepender, você precisa admitir que a culpa é sua, não é? 

Religião à parte, e por mais estranho que possa parecer àqueles que não seguem nenhuma religião (ou seguem outra diferente do catolicismo), essa prática do mea culpa pode te ajudar muito. E não se trata de nada religioso ou espiritual.

Trata-se de lógica, auto-conhecimento e, sobretudo, uma mudança positiva no modo de enfrentar o dia-a-dia. 

Pense comigo, fazendo um mea culpa: neste momento, na sua vida, dentro de tudo que te acontece, o que você tem, o que você sabe e tudo mais, o que NÃO é culpa inteiramente sua? 

Se a resposta for "nada é culpa minha", talvez você precise re-pensar. 

 O homem superior atribui a culpa a si mesmo. O homem comum atribui aos outros. 
(Confúcio)

Hoje cedo, enquanto escrevia meu 'diário de 5 minutos', esta reflexão bateu forte. Eu pensava justamente sobre meus projetos, minhas falhas. 

Eu já admiti publicamente, no meu primeiro vídeo. Eu sou um procrastinador. Mea maxima culpa. 

O que me faz vencer isso, todos os dias, é simplesmente adotar alguns métodos, tentar driblar a mim mesmo e ao meu "piloto automático procrastinador", e simplesmente fazer as coisas. E mesmo assim, frequentemente eu acabo com algumas tarefas entulhadas, acumuladas. 

E por mais que seja gostoso e reconfortante jogar a culpa nos outros, pelo meu acúmulo de tarefas, a culpa é toda minha. 

Acumulo gera pendência, e pendência gera travamento. E o primeiro passo para seguir em frente é se livrar das pendências, que funcionam como âncoras. Se você tem 20 tarefas pela frente, realizar uma ou duas só te faz sentir mais impotente. Ao final delas, você ainda tem 18 ou 19 tarefas pela frente e a sensação de "não consegui fazer nada". 

Vou bater nesta tecla novamente: livre-se das pendências. Em negrito, itálico, com fonte grande e centralizado, pra ter mais impacto: 

Livre-se das pendências

A culpa de ter pendências é toda sua. Não do seu chefe. Não dos seus pais, seus filhos ou sua esposa. É das suas escolhas. Pode parecer cruel, mas é libertador viver assim. Pratique o mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. 

Admitir que a culpa é sua por tudo que acontece na sua vida é mágico: destrava sua força de vontade. Quando você não tem mais em quem jogar a responsabilidade, só te resta sacudir a poeira e seguir em frente, com culpa e tudo. Vai lá, tenta!

E pra não dizer que te fiz pensar e te deixei na mão, terminei o texto sem nenhuma dica prática, aí vai: 

Prioridade não tem plural. Se você tem duas, tem nenhuma.

Defina UMA SÓ, e só pare quando conclui-la. Aí sim, defina a próxima e repita a operação.

Simples e difícil. 




Por
26/09/2017

Sou um empolgado! Entusiasmado! 
Se eu fosse tentar me "rotular", seria alguma destas opções: administrador, "marketeiro", designer, consultor, palestrante, professor, filmmaker, produtor, baixista, guitarrista, empreendedor, sonhador, pai do Lucas... é, não sei mesmo. Aliás, rótulos não servem pra absolutamente nada. Hoje em dia, eu me dedico às minhas palestras e eventos, ao meu empreendimento, o Conexão Startup, à minha família, minhas bandas... e escrever aqui, claro. 
Enfim, não sei o que sou, mas sei o que é esta coluna. É um download do meu cérebro. 
Um lugar onde eu posso conversar com você, que me lê, sobre tudo o que eu gosto de conversar (e por quê não, sobre o que você gosta?). 
Eu gosto de muitas coisas. E já estudei muitas. E já fiz um bom tanto de outras coisas. 
E, honestamente - e sem falsa modéstia - acho um desperdício se eu me for deste mundo sem compartilhar isso com mais gente. 
Eu aprendi. Eu errei. Acertei. Estudei. E o objetivo é compartilhar isso. 
Quem sabe assim, você erra menos. Ou aprende mais. Ou erra diferente. E até me mostra estar errado mais uma vez (por favor, faça isso). 
Estou aqui, me esforçando dia-a-dia pra me tornar uma pessoa melhor e deixar minha pequena marca neste mundo, escrevendo e fazendo vídeos sobre os meus (e nossos) esforços de nos tornarmos pessoas melhores. 
Se eu puder te ajudar a fazer mais, ser mais feliz, ter mais dinheiro ou, simplesmente, se divertir, valeu a pena!


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