Contratando o time: onde foi que eu errei??


Contratando o time: onde foi que eu errei??

Com certeza você já ouviu falar que “ter uma equipe excelente” é fundamental para o sucesso da sua empresa, não é?

Grandes líderes, como Steve Jobs, Bill Gates, Jack Welch (e tantos outros) sempre dizem que “não seriam nada sem seus times”, e que só chegaram onde chegaram por terem uma equipe excelente ao seu lado. 

E você sabe disso, não sabe? Claro que sim! E quer ter pessoas excelentes na sua equipe, é lógico!

Mas (sempre tem um “mas”) na hora de contratar (ou melhor, de contratar bem), a coisa muda de figura. 

E você descobre que contratar BEM é uma verdadeira ciência. Uma arte a ser refinada, e dominada por poucos.

E, aliás, parando para pensar, ser contratado também é um desafio. Conciliar a empresa ideal com profissional ideal é algo raro! 

Se você já contratou alguém que parecia ideal na hora da entrevista, e seis meses depois se revelou a pessoa mais imperfeita para o seu time, sabe do que eu estou falando. Se você já foi contratado por uma empresa que parecia ser a empresa do seu sonhos, que seis meses depois se tornou um inferno na terra, sabe do que eu estou falando.

O curioso é que, a cada conversa que eu tenho com um profissional de RH, o argumento é sempre o mesmo: “existem muitas vagas e pouca gente qualificada” ou “vaga tem, gente boa é que não tem”. 

Coincidentemente (ou não), a cada vez que eu converso com um profissional, a história também é sempre a mesma: “as empresas não valorizam” ou “querem um profissional que não existe”.

Sabe aquele famoso livro “Homens são de Marte e mulheres são de Vênus”? Parece que estamos falando de algo parecido, tipo “Empresas são de Júpiter e profissionais são de Saturno” (acho que eu deveria escrever um livro sobre isso!).

Do lado dos profissionais, eu realmente acredito saber onde está o problema, na maioria dos casos. Aliás, já falei sobre isso no vídeo “Papo Reto” do meu canal: A maioria dos profissionais nem sabe bem o que quer, nem sabe o que espera da empresa, não sabe o que quer de si mesmo. 

E quando você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho é errado! Simples assim. 

Já do lado das empresas, o buraco é mais embaixo. Pelo menos, é o que parece. 

Parando pra analisar, o que eu vejo é que as empresas, de forma parecida com os profissionais, não sabem nem o que querem

Já viu esta história? Você tem uma empresa e quer contratar alguém. Digamos, um programador. 

O que a maioria faz? Liga pro RH, ou pra uma empresa de recrutamento, ou coloca um anúncio em algum lugar qualquer.. enfim, dá no mesmo.

E você pede que os candidatos sejam de uma certa idade, com um certo conhecimento técnico (digamos, em Java), e alguma formação escolar. 

Não é assim? Alguns ainda tentam se aventurar e dizem que querem pessoas com “espírito de liderança“, “espírito de equipe“, ou algum termo genérico, que nem sabem bem definir. 

E aí, provavelmente, você encontra essa pessoa. Sim!! Que ótimo! Não é TÃO difícil assim, essa história de contratação, não é? 

Afinal, encontrar um programador Java de 26 anos, formado em TI e que joga um futebol às terças (o que pode indicar o tal “espírito de equipe”, para alguns) não é tão complicado, mesmo. 

Seis meses depois, você se vê na dura tarefa de ter que demitir o tal programador, porque o escritório ficou um inferno com ele. 

Por quê isso aconteceu? 

Eu tenho uma pista de onde pode estar o problema: Você contratou por currículo e demitiu por comportamento. 

Talvez, aquele excelente programador simplesmente não se adequava com a cultura do seu escritório. E você nem notou o quanto isso é importante, antes de abrir a vaga. 

Você é daqueles que gosta de assiduidade, pontualidade, e um escritório limpinho, cheio de gente bem-vestida. Pra você é importante que o cartão-ponto da equipe esteja em dia, e que todos preencham seus relatórios de produtividade no Trello. 

E este excelente programador, que manja tudo de Java, é um cara mais desorganizado, que só veste bermuda e camiseta, não é muito de conversar ou participar das dinâmicas do escritório e, apesar de fazer seu trabalho bem-feito e super rápido, sempre esquece de preencher seus reports no Trello. Enfim, o contrário do resto da sua equipe, de você, da sua empresa inteira. 

Entende? Isso não faz dele um mal programador, não tira as competências técnicas dele. Ele vai continuar sendo ótimo no que faz. Mas tem características que não se encaixam com a sua equipe. 

E poderia ser o contrário também. Você “numa boa” em relação a isso tudo, mas ele se sentindo mal em ter que usar uma roupa que não gosta, ou cuidar de coisas com as quais não se importa, e começar a decair em qualidade e produtividade, por causa disso. 

Entende? Incompatibilidade. 

Não são defeitos, são só características. 

E aí fica a pergunta: se a causa fundamental das demissões é o comportamento, porque ainda contratamos baseados em currículos?




Por
17/11/2017

Sou um empolgado! Entusiasmado! 
Se eu fosse tentar me "rotular", seria alguma destas opções: administrador, "marketeiro", designer, consultor, palestrante, professor, filmmaker, produtor, baixista, guitarrista, empreendedor, sonhador, pai do Lucas... é, não sei mesmo. Aliás, rótulos não servem pra absolutamente nada. Hoje em dia, eu me dedico às minhas palestras e eventos, ao meu empreendimento, o Conexão Startup, à minha família, minhas bandas... e escrever aqui, claro. 
Enfim, não sei o que sou, mas sei o que é esta coluna. É um download do meu cérebro. 
Um lugar onde eu posso conversar com você, que me lê, sobre tudo o que eu gosto de conversar (e por quê não, sobre o que você gosta?). 
Eu gosto de muitas coisas. E já estudei muitas. E já fiz um bom tanto de outras coisas. 
E, honestamente - e sem falsa modéstia - acho um desperdício se eu me for deste mundo sem compartilhar isso com mais gente. 
Eu aprendi. Eu errei. Acertei. Estudei. E o objetivo é compartilhar isso. 
Quem sabe assim, você erra menos. Ou aprende mais. Ou erra diferente. E até me mostra estar errado mais uma vez (por favor, faça isso). 
Estou aqui, me esforçando dia-a-dia pra me tornar uma pessoa melhor e deixar minha pequena marca neste mundo, escrevendo e fazendo vídeos sobre os meus (e nossos) esforços de nos tornarmos pessoas melhores. 
Se eu puder te ajudar a fazer mais, ser mais feliz, ter mais dinheiro ou, simplesmente, se divertir, valeu a pena!


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