Educação: talvez as startups só precisem colaborar mais


Educação: talvez as startups só precisem colaborar mais

A gente já cansou de falar sobre a importância da tecnologia para a reinvenção da educação. Cada vez mais o ensino convencional deve se apoiar nas alternativas tecnológicas para alcançar melhores resultados em menos tempo. Correto? Pena que ainda existe escola vetando o uso de celular dos portões para dentro.

Em tempos em que o digital parece dominar tudo, na educação não é bem assim. Ainda existe uma resistência quase completa para a inserção das novas tecnologias nos métodos de ensino. Talvez por receio de gerar uma dependência ou acabar tirando o foco dos estudos, não sei. Essas são apenas possibilidades. O problema é que tentar inserir algo novo nesse mercado - por que a educação também é um negócio - é o mesmo que tentar tirar água de pedra. São raras as vezes em que encontramos uma nascente no meio de um amontoado de rochas empilhadas uma em cima da outra.

Por isso, talvez muito mais do que os mecanismos de pesquisa e o acesso fácil a informação, as startups é que devem mudar esse mercado.

No primeiro dia desse mês de fevereiro, o Projeto Draft escreveu uma matéria sobre a Hackademia e a Educare, dois projetos brasileiros geridos pelo empreendedor Marcio Boruchowski. O primeiro é um espaço digital que visa discutir o uso de tecnologias no aprendizado por meio de simpósios online. O segundo, uma alternativa para aproximar o professor do aluno.

Com a Educare, Boruchowski e sua equipe provaram que talvez o primeiro passo para que a tecnologia se insira com força na educação é justamente quebrando o maior medo do educador: valorizando-o e o integrando com o aluno, não o afastando e tornando seu trabalho insignificante.

Através da plataforma, a empresa coloca alunos com dificuldade em contato com professor, visando marcar aulas particulares, tanto virtuais como presenciais. Além disso, proporciona que escolas disponibilizem matérias e conteúdos a seus alunos através aulas pela plataforma, aumentando o tempo de estudo fora do ambiente escolar.

Legal, né?

O que eu acredito é que o anda travando a tecnologia na educação é a sensação de que ela tomará o lugar do educador ou transformará o estudante em um robô. Mas, ao contrário, as coisas não são necessariamente assim.

A Educare é a prova de que a inovação pode fortalecer o elo entre o aluno e o professor, valorizando a educação tradicional. Na Gramado Summit, temos as startups Minha Escola, Schoolastic e AlfaClub confirmadas. O objetivo: facilitar a vida do educador e do estudante através da tecnologia.

Talvez, colaborando cada vez mais com o profissional e não indo contra ele, conseguiremos inserir a tecnologia nesse mercado.




Por
07/02/2018

Assessor de imprensa da Gramado Summit e autor de ficção da Faro Editorial. Iniciou sua carreira na comunicação em 2014, passando pelas editorias gerais antes de chegar à tecnologia.


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