Executivos acreditam que o governo trava o ambiente de inovação no País


Executivos acreditam que o governo trava o ambiente de inovação no País

Uma pesquisa recente feita pela multinacional GE apontou que, dentre as 20 nações pesquisadas o Brasil é o país em que há maior desconfiança em relação ao trabalho do governo para regulamentar o ambiente de inovação. Não bastasse o título indesejado, os números são bem preocupantes, segundo a pesquisa 91% dos executivos ouvidos no País acreditam que o governo não tem capacidade para regulamentar as inovações na velocidade adequada.

Além de todas as pendências deixadas pelos nossos governantes em diversos segmentos, o resultado da pesquisa trouxe à tona uma realidade negativa no caminho da inovação. O levantamento feito pelo GE mostrou ainda que o Brasil tem um ambiente menos favorável à inovação do que a média global. Enquanto 43% dos entrevistados afirmam perceber a existência de um ecossistema propício no País, a média global é de 48%. Para países como Estados Unidos e China, os números alcançam 85% e 73%. Um ambiente que ajuda as empresas a inovarem fortalece também o crescimento delas.

Saindo deste cenário de retranca governamental, nesta semana durante uma apresentação no Fórum Estadão Brasil Competitivo, a diretora executiva do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Industrial Performance Center (IPC), Elizabeth Reynolds, apresentou uma agenda de prioridades para o Brasil acelerar suas estratégias de inovação.

Uma das principais recomendações do MIT foi que o Brasil precisa assegurar que a política industrial apoie a inovação. Outra é reforçar o papel das universidades como fomentadoras de inovação. A diretora ressaltou ainda que é preciso apoiar inovações que estimulem um "ecossistema de inovação". Outras medidas apresentadas foram:

  • Estreitar laços com a economia mundial, segundo Elizabeth o País é pouco integrado;

  • Criar uma estratégia mais especializada, pois os programas de inovação são muito amplos;

  • Medo de investir na inovação, para a diretora os custos e riscos associados à inovação são muito altos;

  • Integrar também o modelo de inovação no País, pois segundo a diretora foram criadas “ilhas” e isso é difícil de sustentar;

  • Elizabeth também destacou a necessidade de estimular a trajetória de empreendedores, que estimulem negócios dentro do país e que essas empresas nascentes também operem no exterior;

  • Concluindo, ressaltou que é preciso que o Brasil crie estratégias de longo prazo em áreas que o País tenha vantagem comparativa, como energia renovável e extração de petróleo de águas profundas.

O ambiente de inovação está crescendo, novas startups e novo projetos querem espaço no cenário nacional a cada dia. Para que esse fluxo seja possível e ganhe projeções ainda maiores é preciso que os governantes caminhem também no rumo da inovação e não parem ou atrasem este progresso.




Por
09/03/2018

Jornalista graduado e apaixonado por comunicação! Conservador das boas práticas, aposto sempre em uma boa pesquisa, argumentos concretos e textos revisados (muitas vezes). Como jornalista atuei em rádio, TV, mídias digitais e impresso. Agora no time de comunicação da Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos estou em contato direto com grandes eventos, entre eles o FESTURIS e a Gramado Summit.


Assine nosso blog

Não perca nenhuma novidade!

Assine nosso blog

Não perca nenhuma novidade!