Governando para o futuro: Startups recebem investimento e incentivo de programas governamentais


Governando para o futuro: Startups recebem investimento e incentivo de programas governamentais

Ao planejar um projeto, uma empresa ou uma Startup, é comum pensar em incentivo e investimento.  Na maioria das vezes este pensamento é remetido a empresas privadas que vão comprar ou aportar valores na sua ideia, para que futuramente possam ter um retorno com tal projeto.

Mas não é só do setor privado que startups têm recebido aporte para decolar no mercado. Os Governos estão incentivando e investindo cada vez mais em projetos inovadores, na busca por novas possibilidades e saídas para o cenário no qual estão inseridos.

Antes de aprofundar o tema, vamos entender a definição destas duas palavras que serão frequentes daqui pra frente.

Investimento: aplicação de recursos, tempo, esforço etc. a fim de se obter algo.

Incentivo: que ou aquilo que incende, estimula, incita, encoraja.

Voltando ao nosso tema, os programas de fomento à inovação são oferecidos normalmente por organizações governamentais ou fundações, por meio de editais ou linhas de crédito a juros abaixo do praticado pelo mercado, ou até mesmo nulos.

Importante ter conhecimento de que este tipo de investimento normalmente é destinado a uma área ou categoria específica. Por isso, antes de buscar este recurso você tem que estar atento ao edital de convocação da organização para ver se há contabilidade com seu negócio.

Governo na direção do futuro

No início desta semana o governador Fernando Pimentel lançou um Fundo de Investimentos em Participação (FIP) de R$ 50 milhões para empresas de cunho tecnológico desenvolvidas nos centros de pesquisa de universidades e institutos federais sediados em Minas Gerais. O fundo chamado Seed4Science será uma ferramenta de fomento à cultura empreendedora dentro dos institutos de ciência e tecnologia, com foco no crescimento de startups e empresas inovadoras.

Durante o lançamento o governador disse que essa iniciativa faz com que o Governo do Estado aponte para o futuro. “Os governos, na verdade, governam o passado. O que nós fazemos, aqui em Minas, é um esforço tremendo para tirar o governo do passado e voltá-lo na direção do futuro”.

Esta percepção governamental de investir em startups tem crescido na última década. No início os investimentos eram voltados ao empreendedorismo em geral, mas nos últimos anos o destaque das startups no mercado nacional e internacional têm atraído os olhares dos fundos de investimentos estaduais e federais. Assim como destacou o governador de Minas, este segmento aponta em direção ao futuro.  

O incentivo governamental não é exclusividade de um Estado

A iniciativa de apostar em startups não é uma ação realizada em um estado dentro do território nacional, mas uma onda que é percebida em vários governos.

A seguir alguns exemplos de programas de incentivo e investimento aos empreendedores que apresentam projetos inovadores ao mercado:

InvestRS

Buscando aquecer a economia gaúcha, foi lançado neste ano o InvestRS, programa idealizado para atrair novos parceiros de investimentos econômicos e tecnológicos para o Estado. Os principais alvos do programa são os setores Automotivo, Agroindústria, Energia Renováveis, Tecnologia da Informação, Defesa e Segurança, Indústria Oceânica, Saúde Avançada e Startups.

Durante a apresentação do programa o Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, justificou a iniciativa como uma ferramenta para aquecer a economia. “O que nos move e nos moveu sempre foi a busca de investimentos para aquecer a nossa economia e parcerias que permitam o crescimento e desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Todos nós estamos de acordo em atrair investimentos e manter a competitividade”.

No InvestRS a busca por investimentos abre um leque para vários setores, dentre eles estão as startups, o que comprova a consolidação deste segmento no caminho para o futuro.

Ceará acelera Startups

No Ceará, o governo fomenta os projetos por meio do Programa Corredores Digitais, que acelera o desenvolvimento das startups. Durante cada edição são 100 empresas selecionadas e 50 passam para a segunda fase, onde ocorre o aprimoramento das tecnologias e estratégias de marketing. Na última fase ficam 30 ideias que serão apresentadas ao mercado de investidores, o orçamento para o programa é de R$ 500 mil.

Gabriela Purcaru, coordenadora do programa destaca alguns dos critérios na hora de selecionar um projeto. “Grau de inovação, mercado que vão atuar, equipe que irá desenvolver. Fazemos essa primeira avaliação. Depois, trabalhamos no modelo de negócios para que tenham mais competitividade”.

Ou seja, para que uma startup seja atrativa na visão governamental é essencial uma boa fundamentação sobre o projeto e também o Grau de Inovação, se o governo vai investir é óbvio que espera um retorno para seu plano de governo, seja em geração de novos empregos, renda, solução para problemas ou até mesmo aplicação em serviços e estruturas governamentais.

Rio de Janeiro tem Startup Rio consolidado

Lançado em 2014, o programa Startup Rio, fomenta a cultura do empreendedorismo e colocou o Estado como um polo de referência em tecnologia. O programa já contemplou mais de 200 projetos e faz parte de um conjunto de ações que tem como objetivo diversificar a economia na região.

Este é um ponto crucial para entendermos o porquê destes investimentos que partem dos governos. O interesse governamental em fomentar startups está diretamente ligado a diversificação da economia local. O investir no novo é a chave para colher novas possibilidades, logo, os governantes buscam saídas para o momento ruim por meio de projetos na área de tecnologia e inovação.

Investimento nacional

Em nível nacional é possível destacar dois programas que foram lançados nos últimos anos e que incentivam startups em fase de desenvolvimento. O Start-Up Brasil mantido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), é um programa federal que vai selecionar 50 projetos e injetar R$ 9,7 milhões até 2018.

As empresas selecionadas pelo programa terão acesso a um montante individual de até R$ 200 mil para impulsionar seus projetos. Justificando esta “aplicação” nas startups, o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinho explica que este investimento tem um efeito multiplicador e que incentiva o setor privado. "O dinheiro colocado pelo governo tem um efeito multiplicador. As etapas anteriores do projeto mostraram que, para cada R$ 1,00 aplicado, o setor privado responde com outros R$ 3,00”.

Outro programa nacional foi criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Fundo de Coinvestimento Anjo do BNDES vai contar com um projeto de financiamento de cerca de R$ 100 milhões para apoiar startups brasileiras com alto potencial de crescimento, em 2018.

Conforme o BNDES, o alvo do projeto são startups com receita líquida anual de até R$ 1 milhão e que atuem, principalmente, nos setores de agronegócio, biotecnologia, cidades inteligentes, economia criativa, nanotecnologia, novos materiais, saúde e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Com estes dois exemplos somados, são quase R$ 100 milhões investidos em startups no próximo ano em território nacional. A destinação de investimentos federais para projetos e empreendedores que lançam suas startups no mercado, mesmo em um cenário de retenção de custos, comprova que, cada vez mais, startups conquistam espaço e consolidam o poder de transformação dos ambientes no qual estão inseridas.

Governos e startups estreitam relações e caminham lado a lado na busca por novos caminhos. Os líderes governamentais buscam transformações e novas ideias tentando fomentar o empreendedorismo por meio de incentivos e investimentos e as startups apresentam essas novas possibilidades em busca de investidores.




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08/12/2017

Jornalista graduado e apaixonado por comunicação! Conservador das boas práticas, aposto sempre em uma boa pesquisa, argumentos concretos e textos revisados (muitas vezes). Como jornalista atuei em rádio, TV, mídias digitais e impresso. Agora no time de comunicação da Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos estou em contato direto com grandes eventos, entre eles o FESTURIS e a Gramado Summit.


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