Reconhecimento facial: A face como chave para o futuro


Reconhecimento facial: A face como chave para o futuro

Pensando neste texto, tive a lembrança de uma frase do meu pai: “Hoje as coisas são muito burocráticas, no meu tempo os negócios eram feitos olho no olho”. Se há um tempo as negociações e relações podiam ser feitas no “olho no olho” devido ao caráter e confiança que as pessoas tinham umas nas outras, hoje em dia (e num futuro bem próximo) muitos procedimentos também podem ser feitos através do seu rosto, mas isto não tem nada a ver com a honra.

Recentemente uma cidade no sul da China, anunciou um projeto para que um dos aplicativos de celular mais populares do país, o Wechat, sirva como documento, identificando os usuários da mesma forma como um passaporte ou cartão de identidade. A grande sacada é que o projeto experimental deve utilizar a tecnologia de reconhecimento facial (setor que está em alta na China). Após ler esta notícia na Agência EFE, pensei em dar uma pesquisada sobre o assunto, a fim de entender em que ponto está a tecnologia de reconhecimento facial. ELA JÁ ESTÁ EM TODOS OS LUGARES!  

Segurança

O boom desta tecnologia foi a utilização do recurso para segurança, assim como em 2001 quando foi utilizada no Super Bowl e chamou a atenção da imprensa mundial. Até hoje o reconhecimento facial é utilizado em estádios e grandes eventos, inclusive no Brasil, durante o Rio 2016 e que ficou de legado no país.

Aliás, Tóquio também confirmou o uso do reconhecimento facial em 2020 para as Olimpíadas, onde a expectativa é de ter mais de 400 mil cadastros no banco de imagens.

Games

Na indústria dos games o reconhecimento facial é uma das grandes apostas! Os jogos utilizam a técnica chamada de head tracking onde a câmera lê movimentos feitos pela cabeça para realizar ações no jogo.

No caso de um jogo de corrida, por exemplo, o usuário pode ter a sensação de estar dentro do carro e observar o retrovisor ou olhar para os lados, como em um ambiente real.

Sala de aula

Para evitar que alunos burlem a assinatura na hora da chamada, um professor da Communications University of China resolveu utilizar as técnicas de reconhecimento facial. O primeiro passo foi tirar uma foto de cada aluno registrando no banco de dados, utilizando a tecnologia, o professor posiciona um tablet na mesa dele e na hora da “chamada” os alunos formam uma fila para que sejam reconhecidos pelo sistema, registrando a presença.

Acabou com a malandragem de quem respondia a chamada pelo colega furão ahhahah.

Até na comida!

Nos EUA uma rede de fast food da Califórnia, está fazendo testes com a máquina de reconhecimento facial.

O objetivo é registrar um histórico de cada cliente, com pedidos e satisfações a cada visita ao local fazendo com que a realização dos pedidos seja mais rápida e fácil.

Pagamentos

O Santander, a Mastercard e a Dafiti já iniciaram os testes do Identity Check Mobile, projeto que deve autenticar pagamentos online com uso da biometria (impressão digital ou reconhecimento facial). Com esta ferramenta será possível verificar de forma simples e segura a identidade do portador do cartão, sem a necessidade de senha.

A expectativa é que o projeto esteja disponível ainda no primeiro semestre deste ano!

Em suas viagens

Vamos ao exemplo de uma startup brasileira, há algum tempo a FullFace implementou o sistema de Selfie Check-in na GOL Linhas Aéreas Inteligentes, que foi a primeira companhia aérea no mundo a oferecer essa possibilidade aos passageiros, tanto em voos domésticos quanto internacionais.

O recurso possibilita que o viajante faça seu check- in ou check out através de uma simples selfie, tendo o reconhecimento facial comprovado.

Muitos dos exemplos acima já são de até três anos atrás, talvez você não tivesse se dado conta de que isto já estava acontecendo e principalmente de que se você ainda não utilizou esta técnica, provavelmente em um breve futuro vai utilizar! Prepare seus rosto e suas linhas de expressão, pois logo logo essa será sua identidade principal para realizar qualquer ação.

História (breve) do Reconhecimento facial

Foi na década de 1960 que o reconhecimento automatizado começou a ser explorado, o primeiro sistema “semi-automatizado para o reconhecimento da face”, precisava da ajuda do usuário para identificar características nas fotografias. Já na década seguinte, Goldstein, Harmon, e Lesk arquivaram 21 marcadores subjetivos para identificação em um tipo de banco de dados, assim era possível automatizar o reconhecimento. Após anos de progresso, em 1991 Turk e Pentland descobriram uma forma de criar sistemas automatizados de reconhecimento em tempo real e foi em 2001 que a tecnologia chamou a atenção pública, por meio dos veículos de comunicação, devido a implementação do sistema no Super Bowl, para um processo de segurança, que capturava e identificava imagens numa base de dados digital.  

Como funciona?

O reconhecimento é feito basicamente por meio da composição básica do rosto humano, apesar das variações de pessoa para pessoa, um software consegue através de logaritmos mapear traços únicos.  No sistema funciona da seguinte maneira: detectar um rosto em formas geométricas e logarítmicas, como se fosse resolver um quebra cabeça.

Então basta identificar através de uma câmera as características de um rosto e depois estes pontos serão armazenados em um banco de dados.

E aí, percebeu que utiliza essa tecnologia e não sabia?




Por
19/01/2018

Jornalista graduado e apaixonado por comunicação! Conservador das boas práticas, aposto sempre em uma boa pesquisa, argumentos concretos e textos revisados (muitas vezes). Como jornalista atuei em rádio, TV, mídias digitais e impresso. Agora no time de comunicação da Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos estou em contato direto com grandes eventos, entre eles o FESTURIS e a Gramado Summit.


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