Um dos ensinamentos mais valiosos de Stephen Hawking


Um dos ensinamentos mais valiosos de Stephen Hawking

"Olhe para as estrelas e não para os seus pés." (Stephen Hawking, ao completar 70 anos).

É com essa lição, neste dia tão doloroso e marcante para a história da ciência, que eu inicio a coluna de hoje da Gramado Summit. A ideia aqui não é fazer uma retrospectiva com as contribuições e fatos marcantes da vida de Stephen Hawking. Mas, sim, resgatar uma lição valiosa deixada pelo cientista inglês que faleceu nesta data, aos 76 anos de idade.

Você pode. Basta que enxergue além do ponto onde sua visão consegue alcançar.

Hawking foi um homem que mereceu e recebeu a admiração de reis, governantes, cientistas, grandes empresários e Papas. Suas contribuições para o universo da ciência são notáveis. Dos Teoremas de Singularidade à Relatividade Geral, dos Buracos Negros à Inflação Cósmica… o suficiente para deixar algumas marcas permanente na história.

Mas, o que pode mudar nossas vidas de fato, em meio a tantas teorias memoráveis, vai muito além da ciência: está em nós mesmos.

Hawking viveu mais de 50 anos com uma doença que deveria o matar em meia década, segundo os médicos da época. E encarou cada um dos dias que viveu como um bônus, ou, uma oportunidade de fazer mais. Afinal de contas, deveria haver um motivo para ter permanecido vivo, não deveria?

Ele perseverou. Sem movimentos, sem fala, aparentemente sem nada a fazer. E ainda assim mudando o mundo, graças ao empenho e o desejo de fazer mais.

Eis que chega o nosso exame de consciência: quantas vezes nós nos sentimos acomodados por não nos julgarmos capazes de fazer até as pequenas coisas? Stephen vem e nos dá um tapa na cara. Sem luva, sem nada. Com a mesma sutileza com que um caminhão em alta velocidade vai contra uma ventania contrária.

Qual a nossa desculpa?

"Mesmo que a vida possa parecer ruim, sempre há algo que você pode fazer e ter sucesso. Enquanto há vida, há esperança", disse em outra oportunidade.

Hawking é o nosso grande exemplo de que uma mente inquieta por si só é capaz de mudar o mundo. Não são necessários atributos físicos, força ou agilidade. Basta buscar. E acreditar que se pode chegar lá. Em uma oportunidade, apesar de estar fisicamente preso em uma cadeira, o cientista disse que sua mente era livre. E isso é muito mais do que o necessário.

Neste dia que entra na história pelo adeus a Hawking, leve consigo a sentença que abre este texto. Olhe para cima. Com a mente livre. E talvez você mude o mundo de alguma forma também.




Por
14/03/2018

Assessor de imprensa da Gramado Summit e autor de ficção da Faro Editorial. Iniciou sua carreira na comunicação em 2014, passando pelas editorias gerais antes de chegar à tecnologia.


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